terça-feira, 30 de agosto de 2011

Discutindo percepções epistemológicas


a) Tendo como base as três concepções epistemológicas - subjetivismo, objetivismo e o criticismo/fenomenalismo - faça uma retrospectiva de sua vida discente e tente apontar em que momento dela seus professores adotaram mais ou menos uma ou outra postura. Procurem refletir por segmentos, começando dos professores primários (da Educação Infantil a 4ª série), depois do ginásio (5ª série ao Ensino Médio) e posteriormente os professores dos cursos superiores (Graduação e Especialização).

Eu me lembro bem o nome dela, mas como é para termos NETIQUETA, vou poupar seu nome, esta professora de Química fez com que eu me apaixonasse pela matéria e até me matriculei em um curso de Bacharel em Química, mas como tinha passado em um concurso, resolvi adiar. Isso prova como fui fascinado pela forma como a professora nos ensinava esta matéria que muitos odeiam. As aulas eram as mais esperadas, não tinha nada de tradicional, tudo era muito estranho do ponto de vista da normalidade, a professora para nos ensinar certas reações químicas quase matou a vice-diretora de susto, pois inventou um composto muito parecido com o sangue, passou essa mistura em sua roupa e pediu para um aluno chamar a direção porque alguém teria esfaqueado a professora de Química, no final das contas aprendemos a matéria, entretanto a professora foi advertida oficialmente.
As aulas que nos marcam são aquelas em que os professores não tomam uma postura tradicional, confortável, de alguém que detém o conhecimento, tirano do saber, que não suporta qualquer tipo de intervenção emanada dos alunos, infelizmente muitos foram os professores que tinham uma didática limitada, trazendo até mesmo antipatia por determinada matéria. Aulas em que a interação ocorre horizontalmente, em que o aluno tem liberdade para questionar e também ser questionado, em que a construção do conhecimento é um processo contínuo e coletivo, não isolado ou enfadonho, mas criativo e instigante. Infelizmente esta postura demanda bastante energia por parte do professor, e até mesmo humildade em reconhecer-se como ser aprendente e não unicamente docente.

b) Qual concepção você tem adotado em sua prática educacional? Caso ainda não tenha lecionado, com qual delas você se identificou mais? Por quê?
Indubitavelmente sou seduzido pelo criticismo, entretanto com o passar dos anos tendo a me tornar
objetivista, daí a importância da educação continuada, que nos alarga o horizonte e nos mostra claramente caminhos que deixamos de perseguir ou mesmo nunca seguimos. O criticismo nos revela uma educação calcada na liberdade, no contato humano, na captura daquilo que o aluno é como ser humano e vivente no mesmo mundo em que nós docentes estamos, ou seja, o aprendizado se dá na coletividade, na observação do outro, na análise daquilo que o outro traz consigo, no questionamento do certo e do errado, dos limites da razão e até mesmo dos nossos próprios direitos ou prerrogativas. Esta criticidade reflexiva mas não introspectiva é que nos faz olhar a visão estranha do outro e nos simpatizarmos com ela e pelo menos respeitar as diferenças advindas da pluralidade social em que todos nós estamos inseridos.

Análise dos vídeos



Primeiro Video: John Watson – Teoria Behaviorimo - OBJETIVISMO

“A visão objetivista enfatiza que o conhecimento está no objeto e desse se direciona ao sujeito, que se mostra passivo nessa relação. Transferia-se toda a responsabilidade do conhecimento para o objeto. Essa inconsistência é conhecida como ontolgismo, ou seja, como se o conhecimento se pauta apenas na neurologia e na psicologia do próprio sujeito”. Nesta teoria o sujeito é tido como uma folha branca, que será preenchida a partir do relacionamento com o objeto, é o que demonstra claramente o vídeo, pois a criança torna-se fruto do ambiente e suas reações estão diretamente ligadas às motivações que recebe deste ambiente, deste modo, despreza-se aquilo que a criança é em seu amago pois ela é unica e exclusivamente fruto daquilo que advém do ambiente.

Sociedade dos Poetas Mortos – SUBJETIVISMO

“Essa forma de visualizar o como acontece o conhecimento tende à teoria epistemológica chamada de Racionalismo. Essa teoria concebe que o sujeito já nasce com ideias inatas pré-formadas onde se abre caminho para as tendências similares como o inatismo, o pré-formismo, o idealismo, o apriorismo”. 

No trecho apresentado de filme vimos um aluno que capta suas próprias concepções a partir de uma fotografia de um determinado pensador, ou seja, o professor o estimulou a expressar tudo o que já estava dentro de si próprio e que por um motivo ou por outro o aluno não queria ou não conseguia expressar, mas após a mediação do professor o aluno jorra palavras de seu interior como uma fonte mina água infinitamente, fazendo-nos pensar que tudo está apreendido em nós mesmos e o ambiente nada ou muito pouco contribui para nosso aprendizado.


Mozart vs Salieri – CRITICISMO - FENOMENALISMO
“Contudo vemos que a Zona de desenvolvimento proximal se mostra como fundamental para a construção do conhecimento a que estamos nos referindo neste guia, pois prevê que o ser humano se apresenta como um ser histórico que, através de atividades, intervém no meio ambiente, cria cultura e desenvolve-se. Pois é pelo trabalho coletivo que o homem estabelece relações sociais com outros e cria instrumentos (físicos e psíquicos) que facilitam a transformação do meio em benefício de sua sobrevivência (VYGOTSKY, 1991)”.

No trecho deste filme observamos que um compositor agradece a Deus após ter sido “iluminado” em escrever uma partitura de música, enquanto estava sozinho. Minutos depois, vimos este compositor tocando a sua partitura em público, e, um jovem observa atentamente e o desafia, fazendo uma música sem partituras, ou tocando apenas de ouvidos e fazendo alterações naquilo que outrora ouviu, caindo nas graças do público e, consequentemente, sendo admirado. O compositor primeiro, em um ato de raiva ou inveja, agradece a Deus, mas de uma forma sarcástica, pois vê que não foi tão “iluminado” por Deus quanto aquele jovem que parece brincar com as notas musicais. Deste modo, vimos o conhecimento na interatividade, o crescimento ou a evolução se deu na interação entre os seres humanos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tecnologia e Educação


Nunca havia pensado em criar um blog antes, tive esta oportunidade agora, na disciplina Tecnologia e Educação, do curso de Pós-Graduação Docência no Ensino Superior. Não sou nenhum expert em informática, tenho parcos conhecimentos cibernéticos, mas confesso que criar um blog não foi tarefa tão árdua. Talvez a manutenção seja sim tarefa mais complicada, que exige mais comprometimento e acompanhamento, mas a criação não, é facil, simples, rápido. 

A educação sempre esteve ladeada com a tecnologia, e, agora ainda mais, posso ver a real importância, pois agrega valor a educação, serve como instrumento motivador para os alunos e mesmo para os docentes. Pessoalmente sou adepto da Tendencia Liberal Renovada Progressista, onde o aluno tem na Tecnologia um instrumento para seu aprendizado, e não como uma ferramenta expositória de conteúdos programáticos., enfadonha e até mesmo mesquinha. Novos saberes são agregados à medida que o aluno se aproxima do objeto pelo viés da tecnologia educacional, nessa tendência valoriza-se o auto-aprendizado, mas não de maneira isolada, pois há um forte apelo na construção coletiva do conhecimento, ou seja, trabalho em equipe.

Aprendizado de verdade se faz com criatividade, conhecimento e uma boa dose de bom humor...